O Movimento Rumo ao Socialismo está a todo vapor na construçao do seu segundo encontro nacional e em todos os locais onde existe a organização já se começou uma campanha financeira para viabilização dessa importante atividade.

Em Mato Grosso já está a disposição de quem se interressar uma lista de filmes revolucionários e criticos, os quais deixaremos os nomes logo abaixo da matéria. Encomende logo o seu filme e em contra partida ajuda o MRS na realização do seu segundo encontro. Para pedir o seu filme predileto é só falar com qualquer militante ou pelo email mrs.socialismo@gmail.com .

Contribua porque o nosso encontro não terá e nem aceitará ajuda de governos ou partido, pois sabemos que independência financeira é independncia política!

1.    A Chinesa

2.    A Culpa É do Fidel

3.    Arquitetura da destruição

4.    A guerra pela democracia

5.    ABC da Greve

6.    A morte do trabalhador

7.    Araguaya .

8.    A Batalha da Rússia/A Batalha da China

9.    A Batalha no Chile – Insurreição da Burguesia

10. A Batalha no Chile – O Golpe de Estado

11. A Batalha no Chile – O Poder Popular

12. A Guerra do Gás

13. A Revolução dos Bichos

14. A Revolução Não Será Televisionada

15. A Vida de Brian

16. Adeus Lênin!

17. A Guerra dos Pelados (1970)

18. Ato de Fé

19. A História de Deus

20. As Aventuras do Barão de Munchause

21. Brad (Uma noite mais nas Barricadas).

22. Buenas Vistas Social Clube

23. Barra 68.

24. Boa Noite e Boa Sorte

25. Batismo de Sangue

26. Cronicamente Inviável.

27. Chove Sobre Santiago

28. Cidadão Kane

29. Cuba, una odisea africana

30. Cuba, um destino

31. Cuba: caminos de revolución

32. Che: amor, política, rebeldia

33. Cuba Feliz

34. Capitães de Abril.

35. Café atômico

36. Corações e Mentes

37. Cuba Libre

38. Deus Não Esteve Aqui

39. Diários de Motocicleta

40. Eldorado dos Carajás (10 anos de impunidade)

41. Escravos da Superstição

42. Edukators

43. Eles não usam Black Tie

44. Estamira

45. Escola das Américas

46. Ernesto Che Guevara – Homem, Companheiro, Amigo…

47. Este filme ainda não foi classificado

48. Fogo inextinguível

49. Fahrenheit 11 de Setembro

50. Fidel

51. Germinal

52. Good Copy, Bad Copy

53. Golpe de 64 – A Procissão está nas ruas.

54. Glauber- O Filme

55. Historia do Rock- volume I, II, III, IV,V.

56. Hotel Ruanda

57. Iraque à venda: os lucros da guerra

58. Ilha das Flores/Muito Além do Cidadão Kane

59. Jorge Furtado – Curtas    Barbosa: Estrada: Ilha das Flores

60. O Dia em que Dorival Encarou a Guarda: O Sanduíche: A Matadeira: Ângelo Anda Sumido: Esta Não É A Sua Vida:

61. KEDNA

62. La Búsqueda Del Che (A busca do Che)

63. La pelota Basca

64. Lamarca

65. Montaña de luz

66.  Monty Python – O Sentido da Vida (1983)

67. Malcon X.

68. Marighella – Retrato Falado do Guerrilheiro

69. Maio 68

70. Memórias do Subdesenvolvimento

71. Montoneros

72. No end Sight

73. No Volverán (a revolução na Venezuela é agora)

74. Nação Fast Food

75. O Assassinato de Trotsky

76. O Papel do Sul.

77. O Carteiro e o Poeta

78. O Encouraçado Potemkin

79. O que é isso, companheiro?

80. O grande debate.

81. O Incrível Exército de Brancaleone

82. O ano em que meus pais saíram de férias.

83. O código LINUX

84. O fim dos Subúrbios

85. O Velho

86.  O Enigma de Kaspar Hauser (1974)

87. Olga, muitas paixões numa só vida.

88. Outubro

89. Os Companheiros

90. O Charme Discreto da Burguesia

91. Peões

92. Paradise Now

93. Por Que Nós Lutamos

94. Proibido Proibir

95. Pão e Rosa

96. Quanto Vale ou é por quilo?

97. 1900

98. 1984

99. a revolução dos bichos em desenho

100. Monthy Pyton -Algo completamente diferente

101. Lista de espera

102. Guantanamera

103. meu nome é Bach

104. postais de Liningrado

105. Soy Cuba

106. A  história Soviética

107. Um dia com FIdel

108. Zeigsnt Addendun

109. Guerra dos Pelados

110. Fatos e não palavras – DIreitos Humanos em Cuba

111. Morango com Chocolate

Altarir Lavratti detido, em Imbituba/SC, pela polícia militar (foto do Zero Hora)Altarir Lavratti detido, em Imbituba/SC, pela polícia militar.

Repercutindo nota de imprensa do MST, sobre as prisões em Imbituba:

Mais de 50 entidades sindicais, representantes de universidades, professores, partidos políticos, deputados e juristas participaram, na tarde desta sexta-feira (29), do ato de apoio ao MST de Santa Catarina. A atividade condenou a prisão arbitrária do coordenador do MST de SC, Altair Lavratti, do militante Rui Fernando da Silva Júnior, e da líder comunitária Marlene Borges. Lavratti foi algemado e preso em Imbituba, quando participava de uma reunião com catadores de material reciclado, num galpão, na noite de quinta-feira. Marlene e Rui foram presos na manhã de sexta-feira, depois de se apresentarem voluntariamente. Rui também foi algemado.

As acusações envolvem esbulho possessório (tomada violenta de um bem), formação de quadrilha e incitação à violência, e segundo a PM, foram “preventivas”, ou seja, para evitar que os supostos crimes fossem cometidos. As investigações começaram em dezembro, no entanto, há mais de 10 anos o MST participa de encontros com a comunidade local, informando as famílias sobre seus direitos.
A área de 200 ha, principal motivação das ações, pertence ao Governo Federal e foi cedida ao Governo do Estado para formação de uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) em 1996, no entanto, desde então está abandonada. “O objetivo das reuniões era informar as pessoas sobre seus direitos e mostrar que o MST está solidário às lutas das famílias exploradas também nas cidades”, explicou o coordenador do MST, Lucídio Ravanello. O problema, segundo a comunidade local, é a privatização dos espaços, sem chance para que as famílias possam utilizar-se de uma área que é pública.

Denúncias descabidas
Uma das acusações que causou revolta ao MST é a denúncia, por parte da PM, de que pessoas estariam recebendo dinheiro para participar de mobilizações na região de Imbituba. “Isso nunca ocorreu. É um absurdo gigantesco que não tem qualquer cabimento. Respeitamos a vontade da comunidade local e é só. Gostaríamos de saber de onde a polícia tirou esse tipo de calúnia”, afirmou Ravanello, que desafiou a PM a apresentar provas de que esse tipo de ação ocorreu.

Prisões arbitrárias e ilegais
Juristas presentes ao ato destacaram as prisões como arbitrárias e ilegais, pela utilização de escutas consideradas criminosas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pelo uso indiscriminado de algemas, além do conflito de competências em razão da investigação realizada por uma polícia cuja atividade é amplamente questionada dentro do próprio sistema de segurança – a P2, serviço de inteligência da Polícia Militar de SC. “Acredito que esse é o momento de começarmos aqui uma discussão muito mais ampla, sobre as razões e motivações desses casos de criminalização que se repetem em diversos estados”, afirmou o doutor em direitos humanos e desenvolvimento, advogado Prudente José Silveira Mello, também conselheiro do Comitê de Anistia do Ministério da Justiça.
Em 6 de agosto de 2009, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA divulgou sentença condenando o Brasil pelo uso de interceptações telefônicas ilegais, em 1999, contra associações de trabalhadores rurais ligadas ao MST no Paraná. O Estado brasileiro foi considerado culpado pela instalação dos grampos, pela divulgação ilegal das gravações e pela impunidade dos responsáveis.

Prudente ainda destaca que Altair Lavratti não teve respeitado o direito de contatar um familiar ou qualquer conhecido, para informar sobre sua prisão. Autoridades locais, advogados e representantes do MST somente conseguiram localizar Lavratti às 8h da manhã da sexta-feira, quase 10 horas depois da prisão. “Ele foi isolado de forma ilegal. Ninguém o encontrava em qualquer local e as autoridades não informavam sobre onde ele poderia estar”, disse.

Em nota, o movimento em SC destaca que “a prisão de homens e mulheres ligados ao MST, além de líderes comunitários, quando realizavam uma reunião com integrantes da comunidade, em Imbituba, demonstra uma faceta controversa do Estado, do poder policial e de uma parcela do judiciário. Estas pessoas foram detidas mesmo sem cometer qualquer crime, apenas pelo fato de trabalharem junto às famílias no esclarecimento de seus direitos enquanto cidadãos e cidadãs.”

Outra questão controversa do episódio é a participação do Ministério Público nas investigações. Foi o MP quem solicitou à justiça a quebra do sigilo telefônico de integrantes do MST, e também quem organizou, junto da PM, a prisão preventiva dos representantes do movimento. “O MST, como já ocorreu com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), é vítima de uma ação orquestrada que utiliza como artifício a prisão “preventiva” por “suspeita de invasão”. Para a polícia e para o poder judiciário, pelo que se entende a partir desta ação, reuniões que envolvam sindicalistas e lutadores sociais passam a ser “suspeitas” e, sendo assim, são passíveis de interrupção e prisão”, destaca o movimento na nota divulgada na manhã de sexta-feira.
Durante o ato, os representantes de mais de 50 entidades assinaram uma moção de apoio ao MST, e de repúdio à ação da Polícia Militar e do Judiciário.

Nota de repúdio de advogados catarinenses:

REPÚDIO À CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS

Desde o colonialismo, os movimentos sociais que buscam uma sociedade mais igualitária têm sido alvo de ataque por uma elite de plantão. Infelizmente, esta elite tem a seu favor todo um aparato estatal, do qual se utiliza para fazer valer, à força, seus interesses de classe.
Recentemente, Boaventura de Sousa Santos, alertava para uma contra-revolução jurídica em vários países latinos–americanos, inclusive o Brasil, que se caracteriza como uma forma de ativismo do judiciário, de viés conservador, que objetiva neutralizar, por via jurídica, os avanços democráticos conquistados pelos movimentos sociais, principalmente aqueles direitos sociais inseridos nas novas Constituições.
Com relação ao Movimento dos Sem Terra – MST buscam, de forma muito nítida, a tentativa de criminalização de suas atividades e sua dissolução.

E, sob este contexto, entendemos e repudiamos a prisão do líder do MST de Santa Catarina, Altair Lavratti – mediante ordem do Juiz de Direito da Imbituba, a pedido do Ministério Público de Santa Catarina – durante a noite de ontem, durante uma reunião pacífica. Ratificamos assim a liderança, a integridade e a coragem de Altair Lavratti na luta pelos direitos humanos e apresentamos nossa irrestrita solidariedade ao colega bacharel em direito e companheiro de lutas.

Susan Maria Zilli (OAB-SC 5517)
Andreza Prado de Oliveira (OAB-SC19.531-B)
Prudente José Silveira Mello (OAB-SC 4673)
Nilo Kaway Junior (OAB-SC 5234)
Maurício Pereira Gomes (OAB-SC 7414)
Roberto Ramos Schmidt (OAB-SC 7449)
Julia Moreira Schwantes Zavarize (OAB-SC 25.659)
Lissandra Carrasco Pereira (OAB-SC 27.507-B)
Danielle de Andrade Martins Prates (OAB-SC 18.456)
Luzia Maria Cabreira (OAB-SC 11.258)
Ernesto Baião Bento (OAB-SC 4.990)
Celina Duarte Rinaldi (OAB-SC 11.649)
Ledeir Borges Martins (OAB-SC 9.337)
Ângelo Dela Giustina Bussolo (OAB-SC 14.597)
Robson Luiz Ceron (OAB-SC 22.475)
Caroline Schwars de Almeida (OAB-RS 62.103)
Michelli Almeida (OAB-SC 27.159)
Marcos Rogério Palmeira (OAB-SC 8.095)
Maria Aparecida dos Santos (OAB-SC 5268)
Humberto Paulo Beck (OAB-SC 9829)
João Batista dos Santos (OAB-SC 13.517)
Rosangela de Souza (OAB-SC 4.305)
Fernando Coelho Correia (OAB-SC 24.777)
Lígia Dutra Silva (OAB-SC 18179)
Cristian Jesus da Silva (OAB-SC 17968)

Fonte:  BLOG ASSESORIA JURÍDICA POPULAR.

DECLARAÇÃO DA INTERSINDICAL SOBRE A SITUAÇÃO DO HAITI.


Não pode ser aceito como natural, uma tragédia provocada pelas ações autônomas da natureza, o que vive as crianças, mulheres e homens trabalhadores no Haiti.

O terremoto que devastou Porto Príncipe no dia 12 de janeiro, ainda é um fenômeno da natureza que não se pode conter, mas a miséria, a fome, a violência e a dominação impostas aos trabalhadores do Haiti, trata-se da ação do Capital e de seus Estados espalhados pelo mundo, que já na época da colonização impuseram a opressão e a exploração aos que foram retirados a força da África e levados como força de trabalho escrava para atender as necessidades de acumulação de riqueza dos colonizadores.

Começaram a vida no Haiti sofrendo, mas não se intimidando, enfrentaram seus “donos”, organizaram-se e se tornaram os primeiros negros nas Américas a conseguir acabar com a escravidão através da luta direta, fizeram uma revolução que serviu de exemplo para muitos que também estavam submetidos à escravidão.

Não se lamentam do preço que pagaram por tamanha ousadia, os anos passaram e enfrentaram ditaduras, governos fantoches do imperialismo e seguiram resistindo, lutando.
Há quase 6 anos enfrentam mais uma ocupação, disfarçada como Força de Paz, a Minustah, mais uma ocupação coordenada pelo EUA que tem como seu fiel escudeiro nessa tarefa o governo Lula.

E por que? O imperialismo americano e a burguesia brasileira querem explorar ao máximo a força de trabalho haitiana. Querem instalar no país fabricas “maquiliadoras”, usinas de etanol, além das empresas do ramo da construção civil que estão a postos para lucrarem muito com  a”reconstrução” do Haiti. Se aproveitam de isenções tarifarias e fiscais, com o argumento de melhorar as condições de vida do povo haitiano. O vice-presidente do Brasil José de Alencar há tempos tem interesses em instalar suas fabricas no Haiti de olho na força de trabalho extremamente explorada.

É tão escancarado o papel das “Forças de Paz”, que basta olhar os noticiários que chegam do Haiti, os soldados armados até os dentes protegendo as equipes de imprensa, os representantes dos Estados que ocupam o País e a burguesia com suas propriedades privadas. Os protegem de quem? De crianças, mulheres e homens que perderam o quase nada que tinham e necessitam do básico para sobrevivência. Se protegem de crianças que precisam de água, de comida.

Os haitianos sequer conseguem enterrar seus mortos, que são muitos, mortos no primeiro dia do terremoto e muitos mesmo tendo sobrevivido não resistiram por não terem acesso ao atendimento médico necessário.

Mas a indignação, a comoção não pode ser somente pelo tamanho da tragédia de agora, é preciso olhar e ver além das imagens que os trabalhadores no Haiti já sofrem há muito tempo. O Capital e seu Estado durante muito tempo como se quisesse impor uma punição àqueles que lutaram contra a opressão, tentou esconder do mundo o povo haitiano.

O horror é tamanho que um terremoto que devastou o País, matou milhares e deixou milhões feridos e sem nada, lembrou ao mundo que o Haiti existe.

No último dia 18, as imagens que chegavam até nós falam por si só. Desvelaram os reais objetivos dos países que através da ONU ocupam o País..

Soldados atirando nos trabalhadores que buscam água e comida, o Exercito contendo com suas armas as crianças que choram de fome e sede, enquanto isso Bill Clinton posa para fotos carregando fardos de garrafas de água que não chegaram àqueles que têm sede.

Os instrumentos do Capital já prestam seu serviço nos noticiários,( sem contar que a maioria absoluta das equipes de TV e jornais disputam entre sim as “melhores” imagens, utilizando-se da tragédia para aumentar índices de audiência) ao dizer que a violência, a desordem e os saques aumentam a cada dia e por isso mais de 3 mil soldados serão enviados ao Haiti, para “conter o caos e manter a ordem”. Trata-se de conter a ação direta dos trabalhadores que buscam formas de sobrevivência, tentam conter para continuar ocultando o que de fato fazem as “Forças de Paz” no Haiti.

Precisam ocultar a força da solidariedade construída através de décadas entre os trabalhadores haitianos, que hoje os ajuda na barbárie buscar forças para sobreviver e resistir. Eles buscam seus sobreviventes, tentam enterrar seus mortos por mais que as Forças de Ocupação tente os jogar em valas comuns, são os pobres, os trabalhadores que de todas as formas buscam maneiras de sobreviver a tragédia e seguir resistindo.

Por isso mais uma vez somos chamados a cortar as cercas das nações que tentam nos dividir e garantir a solidariedade ativa de classe, que passa por organizar formas concretas de levar aos trabalhadores e seus movimentos o que mais necessitam agora: água, comida, roupa, recursos básicos para a sobrevivência.

Para, além disso, é preciso organizar uma ação conjunta do movimento sindical e popular no Brasil exigindo a desocupação militar do Haiti e que os recursos humanos e materiais que forem destinados para lá, sejam para atender as demandas dos trabalhadores, ou seja, comida, moradia, assistência médica, saneamento e educação.

Rompendo as fronteiras buscar uma unidade internacional para que se possa pressionar os países da Europa e dos EUA que hoje sobre o guarda-chuva da ONU ocupam o País.
A Intersindical tem participado de reuniões com diversas organizações e nos, nos próximos dias já teremos as ações organizadas junto aos trabalhadores no Brasil para concretizar a solidariedade ativa aos nossos irmãos de classe no Haiti.

Quem começa  a assistir ao filme “Lula, o Filho do Brasil”, de imediato tem motivo para se surpreender. Logo na abertura, quando aparecem os nomes dos patrocinadores,  o símbolo da Wolks salta à frente na tela.  Como isso é possível?  Como pode a Wolks patrocinar um filme sobre o metalúrgico que liderou grandes greves contra ela mesma?
Porém, o próprio filme não demora muito a mostrar que essa aparente contradição, na verdade, não existe.

O Lula do Filme é alguém que transmite uma mensagem muito diferente daquela defendida pelos peões do ABC no final dos anos 70 e início dos anos 80. É um Lula que, por exemplo, bate no peito par dizer que os grevistas não devem ser contra os patrões, afinal, são eles que fornecem os empregos. O Lula do Filme, que enche a boca para dizer que não é comunista, é muito diferente daquele Lula que defendia o socialismo, ainda que de forma vaga, e dizia publicamente que o Brasil deveria restabelecer relações com os Estados Operários.  O Lula do filme é um Lula muito mais à direita do que ele realmente era.

Sabemos que Lula nunca foi revolucionário e nunca defendeu um claro projeto de socialismo. Sabemos, inclusive, que pairam sobre ele suspeitas de denunciar comunistas para o DOPS e também de fazer negociatas para desmantelar algumas greves. Porém, o que não se pode apagar da História é que o grande ascenso de 1979/1980 tinha um projeto político com influência socialista e, diferentemente das características de hoje,  procurou estabelecer formas de organização da classe trabalhadora.  São essas as marcas que o filme tenta apagar e, por isso, além de colocar Lula bem mais à direita do que ele era, apaga da históriaa fundação da CUT e do PT. Muito além da tentativa de se construir um mito em torno da figura de Lula, o filme é uma verdadeira falsificação da com o objetivo de que as novas gerações pensem que o discurso de esquerda nunca encontrou eco no movimento de massas.

A direita tradicional, (PSDB,DEM), não fazem esse tipo de crítica ao filme, pois essa falsificação da história interessa diretamente a eles. Por isso, mantém suas críticas na superficialidade da discussão sobre se vai ou não influenciar as próximas eleições s sobre quem pagou o filme, se foram empresas que recebem em benefícios do governo ou não. Infelizmente, nessa superficialidade de críticas que colocam no centro apenas a questão da ética na política, embarcam também algumas correntes da esquerda que não percebem que o filme presta um grande serviço à tentativa de apagar a história da esquerda nesse país. E essa tentativa não é nova. Não é por acaso que não há nenhum filme que mostre as vitórias dos anos 80. Pelo contrário, mostram apenas a esquerda sendo derrotada e torturada nos anos 70. E o filme de Lula não faz diferente. Por isso, de forma estranha o enredo faz um salto de 1979 para 2003 apagando completamente, não apenas a defesa do socialismo que aquele movimento fazia levando até mesmo Lula encampar esse discurso. Apaga também o ascenso dos anos 80 que chegou a deixar o governo Sarney completamente imobilizado.  Afinal, mostrar isso seria um exemplo perigoso para as massas exploradas e oprimidas de hoje.

Muito além do mito em torno do Lula, o filme consiste em uma tentativa de reescrever a história sob a ótica da burguesia. Uma história onde nunca houve esquerda, nunca houve defesa do socialismo e sempre houve a defesa dos patrões. É esse o paradigma que estão tentando criar para as novas gerações. Porém, do lado de cá do mito, encontrarão uma firme muralha de resistência que não abandona o programa revolucionário e não se cansa de combater a ideologia burguesa… Ainda que disfarçada sob filme de peão.

Fonte: Coletivo Lênin

Nos dias 10 a 13 de dezembro ocorreu em Minas Gerais no Mineirinho o 38° Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES).

Nesse Congresso o MRS compôs uma bancada de militantes dos estados de Mato Grosso e da Bahia, propiciando assim um espaço de diálogo e construção da oposição pela Organização com esses dois núcleos.

No Congresso, infelizmente poucas forças do Movimento Estudantil de esquerda priorizaram o espaço, sendo elas o PCR/UJR, o Trabalho e o MRS. Com isso o Bloco do Governo (UJS/PC do B, as correntes do PT (DS, Mudança, CNB e outras regionais), PDT, PTB, PPS, PSB e o MR8/PMDB) conseguiu ser majoritário, defendendo os projetos neoliberais do Governo Lula, e também defendendo o Meio-Passe, enquanto as pautas de lutas de muitos estudantes em todo Brasil é a conquista do Passe-Livre.

Como sempre, o Congresso mostrou-se despolitizado com poucos espaços para se debater as reais reivindicações que devem ser construídas como a defesa do Ensino Público no país, pois a qualidade deste é péssima e não faz com que os estudantes desenvolvam um raciocínio crítico para construir uma sociedade sem desigualdades sociais, a construção do socialismo, como Marx disse: ”O pensamento dominante de uma época, é o pensamento da Classe dominante.”

A UBES deveria combater esse pensamento nas escolas e tentar desenvolver esse raciocínio crítico nos estudantes, isso seria possível colocando os estudantes pra construir lutas, mobilizações pela conquista do passe-livre, em conquista de um ensino de qualidade no nosso país, mostrando na prática as contradições do ensino público e da sociedade capitalista. Infelizmente a direção majoritária da UBES, esse bloco do Governo, defende a outra lógica do Ensino que é privatista e não defendem as pautas e mobilizações dos estudantes que vão as ruas pra defender seus direitos, como foi na luta contra a ADESÃO ARBITRÁRIA AO NOVO ENEM NA UFMT, enquanto dois mil estudantes dentre eles secundaristas e universitários ocupavam a reitoria da UFMT contra essa adesão, os representantes da UBES e da UNE, desses grupos fantoches do Governo, estavam do lado da Reitoria legitimando um decreto ditatorial na OAB, pois a reitoria estava OCUPADA pelos estudantes.

Por isso é necessário construir a UBES pela base, com atuações nos grêmios estudantis. E foi desta forma que o MRS participou do Ultimo Congresso da UBES e que trouxe como saldo uma DIRETORIA PRA DEFENDER OS ANSEIOS DOS ESTUDANTES MATO-GROSSENSES, e não atuará em defesa dos diretores, da prefeitura ou do SEDUC, como fazia o antigo diretor da UBES no estado.

É PELA BASE A SOLUÇÃO, SÓ PELA BASE QUE SE MUDA A DIREÇÃO!


No final do ano de 2009 o Movimento Rumo ao Socialismo (MRS) realizou a sua tradicional Plenária de fim de ano e dentro de várias deliberações importantes decididas nesse espaço, destaca-se o objetivo da Organização de realizar o seu 2° Encontro Nacional, que deverá ocorrer no mês de Abril em Cuiabá – MT.

Foi tirada nessa plenária uma Comissão Organizadora do Encontro que será ampliada com os representantes dos outros núcleos do MRS pelo país. Segundo Eduardo Matos membro dessa comissão, o encontro torna-se necessário devido o novo momentos em que passa o MRS: “Vivemos uma nova etapa na organização, estão sendo concretizados vários núcleos do MRS pelo país, fruto do acerto da nossa política, mas por outro lado temos que preparar a organização para as novas tarefas e dificuldades que apareceram com esse crescimento.”

O 2° Encontro deverá contar com a participação dos Núcleos da Bahia, Ceará, Rio de Janeiro, Rondonópolis-MT, Cuiabá-MT e de vários outros militantes que ainda não concretizaram o núcleo em suas cidades, mas já estão trabalhando com esse objetivo como é o caso de São Paulo, Florianópolis entre outros.

Segundo Daiane Renner que também se integra a Comissão Organizadora a palavra de ordem agora é superar os obstáculos para a realização do encontro: “As dificuldades serão imensas, pois somos uma organização autônoma e independente e teremos muitas dificuldades financeiras para realizarmos esse encontro, mas sabemos da necessidade dele e vamos nos preparar para superar esses obstáculos como sempre fizemos.” A partir de agora o MRS começará uma campanha financeira com o objetivo de criar um fundo para a realização do encontro, várias atividades já estão sendo pensadas como carta-ouro, pedágio, vendas de DVD entra outras.

Já outro membro da Comissão Organizadora se diz animado com o próximo encontro devido aos avanços que a organização trilhou nesses últimos anos: “Fizemos o 1° Encontro e traçamos vários objetivos que foram compridos, como a nacionalização do MRS e uma maior relação com a Classe Trabalhadora, agora vamos discutir como ampliar isso.” Destaca Jelder Pompeo, que aponta várias categorias de trabalhadores nesse próximo encontro e não só mais a juventude e estudantes “sabemos que somos forte na juventude e no movimento estudantil, mas hoje não nos resumimos a apenas isso, por isso teremos em nosso encontro: trabalhadores dos Correios, Bancários, Servidores Públicos e membros de movimentos populares.”

Sem duvida o MRS tem se destacando como um movimento de luta e tem sido uma importante organização nesse momento de reorganização do Movimento de Esquerda no nosso país, por isso, mãos a obra todos os militantes e vamos juntos construir o 2° Encontro Nacional do MRS.

Dezenas de entidades participaram no dia 16/12 de um ato contra a perseguição que a Empresa dos Correios aos trabalhadores que participaram da última greve. Vários funcionários vêm sofrendo esta perseguição, como é o caso do trabalhador Edmar dos Santos Leite, o qual foi aberto um processo administrativo contra o mesmo, sendo que esse processo está sendo tocado com várias irregularidades com o objetivo único de penalizar o trabalhador que foi uma das lideranças da greve. Outro trabalhador, e somente este em toda a regional, teve os seus dias em que participou da greve descontados, caracterizando também a perseguição, visto que este trabalhador já participou de disputas no sindicato contra a “turma” do diretor regional, que está na atual direção do sindicato. A empresa tenta ainda intimidar os trabalhadores de se organizar, lançando ameaças em seu informativo interno de que o trabalhador que fizer discussão política no espaço interno da empresa poderá sofrer punições.

Assim sendo, várias entidades de Cuiabá fizeram um ato em frente a unidade dos Correios localizada na Praça da República, onde protocolaram um ofício cobrando uma audiência com o diretor regional dos Correios, o sr. Nilton Nascimento. Segundo Pedro Aparecido, presidente do Sindjufe, que esteve no ato “Esse é apenas o primeiro passo, vamos acompanhar de perto o que está acontecendo e vamos denunciar onde for preciso caso haja alguma arbitrariedade”. Já o membro da Intersindical, Eduardo Matos, disse que esse ato não se trata de uma ação isolada – “Estamos respaldados de mais de 18 sindicatos dos Correios no Brasil que aprovaram uma moção de repúdio ao diretor Nilton Nascimento. Além disso, várias entidades vêm para somar contra uma tentativa de livre organização dos trabalhadores, como é o caso do MST, do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas, entre outros”.

Mais uma vez um ato de interesse de toda a categoria foi simplesmente desprezado pela atual direção do sindicato (Artsind/PT). Dias antes da realização do mesmo, o seceretário geral do Sintect/MT, Nilson Magalhães, foi procurado para que a entidade se empenhasse publica e politicamente na defesa dos trabalhadores, porém isto foi descartado pelo secretário. Vale lembrar que durante a última greve a categoria aprovou em assembléia geral uma moção em que exigia da direção do sindicato posicionamento intrasigente na defesa da categoria durante a greve e também no pós greve. Tais atitudes da atual diretoria são lamentáveis, porém, são o reflexo do atrelamento entre a mesma e a direção da empresa, que faz com que o sindicato, de certa forma, compactue com estas perseguições.

No final do ato as entidades se comprometeram a continuar a campanha pelo arquivamento imediato do processo administrativo contra o funcionário Edmar Leite, contra qualquer penalidade aos trabalhadores que participaram da greve e pela livre organização dos trabalhadores dos Correios. Como disse o diretor de Movimentos Sociais da UNE, Lehu Wanio, no ato “Os estudantes se solidarizam com os trabalhadores dos Correios e se preciso for ousaremos mais nos nossos próximos atos para que nossas reivindicações sejam de fato atendidas”.

Confira abaixo as entidades que participaram e que já se solidarizaram com a causa:

Intersindical, Alternativa Sindical Socialista, Resistência Popular, MRS, DCE – UFMT, SINTECT/CAMPINAS, SINTECT/MG, Sindicato dos Metalurgicos Campinas-SP, Sindicato dos Metalurgicos Santos-SP, Sindicato dos Metalurgicos Limeira-SP, Sindicato dos Sapateiros Franca-SP, Sindicato dos Radialistas São Paulo-SP, Sintaema-SP, Sindicato do Judiciário Federal-MT, Coletivo Além dos Muros, Conlutas, ABEEF, MST, Lehu Wanio – Diretor de Movimentos Sociais da UNE, Daiane Renner – Diretora de Assistência Estudantil da UNE.

Camarada Robson de Rondonópolis

Entrevistamos aqui o camarada Robson, uma das lideranças estudantis secundarista de Rondonópolis. O camarada vem se destacando na luta pelo Passe Livre da sua cidade e acaba de adentrar ao Movimento Rumo ao Socialismo.

Sabemos que p companheiro tem sido uma liderança na luta pelo Passe Livre em Rondonópolis. Pode nos explicar como esta se sucedendo esse movimento nessa cidade do sul do estado?

Robson: O movimento que primeiramente foi batizado de S.O.S Rondonópolis, foi motivado pelo silêncio do atual prefeito de nossa cidade sobre o projeto “Passe Livre Estudantil”, projeto este que segundo o mesmo era prioridade em seu governo, o movimento ganhou adesão e nós estamos a frente da luta, iremos até as ultimas conseqüências, para que o projeto se torne realidade em nossa cidade e que nossos estudantes usufruem deste benefício. Quero aqui lamentar a atuação da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas) de Rondonópolis que nada tem feito pela classe estudantil e por isso nos motivamos a lutar por esse direito.

O companheiro acaba de anunciar que esta junto com outros companheiros adentrando ao Movimento Rumo ao Socialismo, o MRS, poderia explicar porque tomou essa decisão?

R: Pela maturidade que o grupo vem demonstrando dentro da organização e fora dela, conscientizando os estudantes e os trabalhadores jovens das suas responsabilidades políticas organizacionais, também pela luta que vem desempenhando dentro e fora do estado, com isso houve uma identificação muito grande conosco no sentido de ampliar e fortalecer a política estudantil. Estamos juntos.

O MRS estará organizando o seu 2° Encontro Nacional nesse primeiro semestre. Com delegações de vários estados. Quais as expectativas do camarada para esse encontro e como Rondonópolis pretende participar?

R: A nossa expectativa é grande no sentido de aglutinar forças para que juntos possamos debater idéias, propostas para uma verdadeira e legitima política revolucionária estudantil e queremos colaborar com nossa presença e com propostas de mudança no cenário a político estudantil nacional, estaremos la para fazer a diferença.

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“É o meu destino : hoje devo morrer! Mas não, a força de vontade pode superar tudo! há obstáculos, eu reconheço! não quero sair…. Se tenho que morrer será nesta caverna (…). Morrer, sim, mas crivado de balas, destroçado pelas baionetas Uma recordação mais duradoura do que meu nome É lutar, morrer lutando”

Ernesto Guevara de la Serna, janeiro de 1947.

 

UM POUCO DE SUA VIDA:

1928 NASCIMENTO Nasce na cidade de Rosário, Argentina, no dia 14 de junho, Ernesto Guevara de la Serna, primeiro de cinco filhos de uma família de origem aristocrata e tendências socialistas.

1947 INÍCIO NA MEDICINA Aos 19 anos, Guevara, que sofria de asma desde a infância, ingressa na faculdade de medicina da Universidade de Buenos Aires.

1952 A PRIMEIRA GRANDE VIAGEM Ao lado do amigo Alberto Granado, cruza a América do Sul para um trabalho de voluntariado em uma colônia de leprosos no Peru. Após testemunhar as desigualdades socias na viagem, conclui que a única solução para o continente seria a luta armada.

1953 AMÉRICA CENTRAL Separa-se do amigo e ruma para a América Central, passando por Bolívia, Equador, Panamá, Costa Rica, Nicarágua, Honduras, El Salvador até chegar à Guatemala. Em sua passagem pelo país, conhece sua primeira esposa, Hilda Gadea Acosta, que lhe apresentaria a exilados cubanos ligados a Fidel Castro.

1955 MR26 Parte para o México, onde retoma o contato com os exilados de Cuba que conhecera na Guatemala. É apresentado a Fidel Casto e junta-se ao Movimento Revolucionário 26 de Julho, o MR26, grupo que pretendia derrubar o ditador cubano Fulgêncio Batista. Participa dos treinamentos de guerrilha, mesmo tendo sido requisitado como médico do grupo.

1956 COMANDANTE CHE Chega a Cuba junto de 81 membros do MR26. Cerca de metade dos homens são mortos pelo exército cubano. Instalam-se nas montanhas de Sierra Maestra, de onde iniciam as ofensivas contra o governo. No ano seguinte, Che Guevara seria promovido a comandante.

 1959 VITÓRIA DA REVOLUÇÃO O ditador Fulgêncio Batista deixa Cuba e os revolucionários chegam ao poder. Guevara ganha a cidadania cubana e assume a presidência do Banco Central. No mesmo ano, ajuda a organizar expedições revolucionárias no Panamá e na República Dominicana. Ambas fracassam. Em 1961, assume o posto de ministro das Indústrias de Cuba.

1965 MISSÃO NO CONGO No final de 1964 discursa na ONU, antes de iniciar uma viagem por países da Europa, África e Ásia. Volta à Cuba em março de 1965, se retira da vida pública e parte para o Congo, onde se junta à guerrilha local. A missão não dá resultados e Guevara passa a viver como clandestino.

 1967 O FIM (?) NA BOLÍVIA No final de 1964 discursa na ONU, antes de iniciar uma viagem por países da Europa, África e Ásia. Volta à Cuba em março de 1965, se retira da vida pública e parte para o Congo, onde se junta à guerrilha local. A missão não dá resultados e Guevara passa a viver como clandestino. O protocolo da autópsia ea certidão de óbito do mítico guerrilheiro Ernesto Che Guevara, continuam classificados como sigilosos pelo exército boliviano.

REFELEXÃO Camaradas, Por que o Che, 42 anos depois da morte, desperta simpatia, admiração e exemplo em todo o mundo? Por que sua imagem insolente continua viva, como a desafiar ainda aquela ordem que um dia ousou derrotar? Nos parece que três razões mantêm viva a memória de Che Guevara: os valores, o exemplo e sua trajetória de revolucionário che_guevara_fidel_castrolatino-americano que continua a despertar o interesse de milhões de homens e mulheres, sobretudo, entre a juventude. Os valores do Che representam o vigor e a rebeldia que tanto caracterizam milhões de jovens em todo o mundo. Os poderosos o assassinaram nas selvas bolivianas. O exército boliviano tentou esconder seu cadáver. Procuraram apagar sua imagem. Mas, a única coisa que conseguiram foi aumentar ainda mais a admiração por sua trajetória. Quiseram assassiná-lo e, mesmo hoje, os poderosos tentam “por meia dúzia de lentilhas” aniquilar o inconformismo do seu exemplo, procurando enterrar junto com seus ideais, suas idéias. Mas, não conseguem. A imagem do Che está presente em camisetas, bonés, bandeiras, em tatuagens nos braços e no corpo dos jovens, num dos maiores fenômenos políticos de que se tem notícia. Mas, isso não é o principal. Apesar de se tornar uma “marca conhecida” em todo o mundo, Che não tem nada a vender. Seu único “produto” são seus valores, suas idéias, seu exemplo. Ainda hoje é isso que desperta o sonho e a rebeldia de milhares de jovens mundo afora e o que mais temem os poderosos de todas as latitudes. Aqueles que querem folclorizar, institucionalizar ou até comercializar a imagem do Che não conseguirão, porque em seu olhar fixo, duro, rebelde, cobrador, insolente, generoso, brilha a igualdade social e a rejeição ao “status quo”. Nesse olhar cintila a transformação, a fraternidade, a luta e a revolução, que continua significando transformação. Che viveu concretamente e ousou levar os ideais até as últimas conseqüências. O que Che deixou foi o exemplo. A combinação entre a teoria e a ação prática, a formulação e o exemplo. Como ele mesmo disse: “quando o extraordinário se transforma em cotidiano é a revolução”. Che foi o homem que viveu intensamente suas idéias, sem o medo de pagar o preço necessário pelos riscos desencadeados. O filósofo francês Jean Paul Sartre disse que “Che viveu como o homem mais completo do século XX”. A luta do Che continua atual. É o seu exemplo e, sobretudo, a possibilidade de, como diria o poeta, fazer o caminho no caminhar que deixam vivos sua trajetória exemplar. Che Guevara ousou inventar um mundo e um homem novos, “tornando cotidiano o extraordinário da revolução” e incendiando a América Latina com o exemplo dos revolucionários que queriam não um, mas “vinte Vietnãs”. Hoje, os ideais do Che são relembrados em todo o continente. A América Latina atual é palco de lutas que desafiam o imperialismo juntando à Cuba tantos outros países, como Venezuela, Bolívia e Equador. O que ocorre com nossos irmãos latino-americanos é a verdadeira aventura de reinventar a vida e lutar para conquistar a mudança social e a libertação dos nossos povos. É por isso que Che continua alimentando a chama transformadora de “Nuestra América”, assim como Marti, Bolívar, Sandino, Zapata, Zumbi e tantos outros mártires que entregaram suas vidas pelo ideal da Pátria Grande. Queremos homenagear um ser político com uma enorme folha de realizações em prol da humanidade. Um militante revolucionário, que certamente cometeu erros, precisamente porque “ousou lutar, ousou fazer e ousou vencer”. Justamente por isso e por ter perseguido com tanta intensidade as grandes causas, ele cometeu erros políticos, incorreu em avaliações que posteriormente revelaram-se falhas e assim por diante. Características pois de uma personalidade e de uma obra políticas (e não de uma figura e de uma doutrina místicas) que permanecem vivas, como produtos humanos. Milhões no mundo irão homenagear o Che. Mas, seu lugar não é nem do mito, fenômeno acima da política, e nem do fracasso que quer impedir que o exemplo se transforme em ação. O lugar de Che Guevara é do homem que dedica sua vida ao combate contra toda forma de injustiça e opressão que possa se manifestar ontem e hoje. Seu humanismo libertário e revolucionário não deixavam dúvidas. E foi esse seu principal legado, escrito como mensagem em carta a seus filhos e às futuras gerações: “a mais bela qualidade de um revolucionário é sentir profundamente qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo.”

Hasta la vitória siempre! Che Guestatue_of_che_guevara_santa_clara_cuba_photo_govvara vive e a luta segue!

correio

 

              No mês de setembro os trabalhadores dos Correios entraram em Greve com as seguintes reivindicações: Contra quebra de monopólio postal, Contratação JÁ, Entrega de correspondência pela manhã, reposição das perdas salariais, redução de jornada sem redução de jornada. A Greve alastrou-se nacionalmente ganhando visibilidade. Em Mato Grosso, os trabalhadores se organizaram para manter a greve e os seus direitos. O MRS participou da greve dos correios e esteve ao lado dos trabalhadores. Militantes do MRS, que trabalham nos correios, estiveram à frente da dura batalha contra direção dos correios. Veja abaixo:

                      O Governo fez uma proposta aos trabalhadores, para que esses voltassem a trabalhar e esquecessem a greve. A proposta consistia no aumento de 4,5% no salário e 90 centavos a mais no ticket alimentação. Em Assembléia os trabalhadores rejeitaram por três vezes a proposta do governo. Os trabalhadores voltaram a trabalhar e continuaram rechaçando a proposta do governo que não traria, de fato, melhoria aos trabalhadores dos correios.

Traição da Direção

Traição da Direção

                       A segunda proposta feita pelo governo foi o aumento de 9,0% bi anual com mais 100 reais linear a partir de janeiro de 2010. Os trabalhadores em Mato Grosso, disseram novamente NÃO a proposta. Os dirigentes da empresa (PCdoB e PT) começaram a organizar no país uma contra ofensiva contra os trabalhadores, pois queriam que essa proposta fosse aprovada. Os trabalhadores, vendo que essa proposta não traria benefício concreto, se uniram na tentativa de barrar a aprovação da proposta. Em assembléia os trabalhadores disseram NÃO a proposta.

                       Após dois dias, a direção do sindicato convocou as pressas umacorre Assembléia para aprovar a proposta do governo. Foi um golpe que direção deu nos trabalhadores. A assembléia foi marcada às 08:00 do dia 30 de setembro, durante horário de trabalho, impossibilitando a participação dos trabalhadores nessa assembléia.

                    Os trabalhadores dos Correios em Mato Grosso ganharam visibilidade, pois mostraram resistência e força na luta da classe trabalhadora. Apesar da aprovação da proposta que foi feita de maneira arbitrária, a “máscara” da direção caiu e os trabalhadores viram quem realmente está na luta do povo.  Nenhum direito a menos. Avançar rumo à novas conquistas!

Estudantes da UFMT, no I Congresso de Estudantes publicaram uma nota pública de apoio aos trabalhadores dos correios.

Moção de Apoio aos Trabalhadores dos Correios

A Crise do Capital têm ferido os direitos dos trabalhadores, que estão sendo cada vez mais explorados. Indignados, os trabalhadores têm realizado manifestações, paralisações e atos.

Nos Correios, os trabalhadores exigem a redução da jornada, sem a redução do salário. A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos já indica que entrará no Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve convocada pelos trabalhadores. Estas medidas repressoras ferem a autonomia dos trabalhadores que, pela constituição, têm direito à greve.

Tendo em vista, que o Movimento Estudantil compõe os Movimentos Sociais, o I Congresso de Estudantes da UFMT, do campus Cuiabá, apóia a luta travada pelos Trabalhadores dos Correios. O Movimento Estudantil há anos, luta contra as medidas repressoras que visam impedir as manifestações de rua.

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