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No dia 15 foi realizada uma manifestação em defesa da educação pública e de qualidade que contou com a participação de cerca de 700 estudantes de diversos cursos da universidade. Essa manifestação tinha como objetivo pressionar a reitoria para que as pautas do movimento estudantil (ME) fossem atendidas.

Nessa manifestação muitas palavras de ordem foram feitas dentro e fora da universidade. Os estudantes saíram do Restaurante Universitário, passaram pela Avenida Fernando Correa e seguiram rumo à reitora, onde lá seria feita uma pressão aos pró-reitores e à reitora exigindo prazos para todas as pautas. Essa estratégia havia sido deliberada um dia antes em uma reunião na sede do DCE.

Chegando a reitoria ficamos frente a frente com a reitora e mais cinco pró-reitores que já esperavam a manifestação dos estudantes. Um pequeno grupo que seguia na frente da manifestação ao invés de pressionar a reitora para garantir um diálogo na sede da reitoria, como havia sido deliberado pelos estudantes, abraçou calorosamente todos os pró-reitores e inclusive a reitora.

Muitos estudantes seguiram a manifestação ocupando a reitoria, sendo a maioria dos estudantes do curso de Engenharia Elétrica.

O outro grupo que abraçava a reitoria levou vários estudantes para um auditório onde, ao invés de cobrar prazos, possibilitou que a reitora pudesse enrolar os estudantes por mais de 5 horas, onde praticamente não houve avanço nas reivindicações.

Enquanto a reitoria fazia palanque no auditório, muitos estudantes continuavam na reitoria como uma forma de pressionar a administração para que as reivindicações fossem acatadas. Na reitoria, esses estudantes fizeram várias discussões sobre os problemas do curso e sobre os próximos passos que deveriam ser dados por esse movimento de ocupação.

Um grupo de estudantes foi ao auditório para convencer mais estudantes a irem à reitoria, pois sabiam que a “palestra” da reitoria não iria trazer vitórias concretas para o movimento estudantil e outro grupo passou em várias salas de aula convocando outros estudantes a se incorporarem ao movimento na reitoria.

A palestra da reitora acabou no auditório e vários estudantes foram à reitoria. Lá foi feita uma avaliação sobre a manifestação. Nesse momento, com muitos estudantes participando da ocupação foi deliberado que a ocupação continuaria como forma de resistência em defesa da universidade pública.

A unidade de todo o movimento estudantil garantiu a ocupação. Vários estudantes dormiram na reitoria. No outro dia, os estudantes se revezaram para ir às aulas e assim convocar outros estudantes para encamparem a ocupação.

Durante todo o dia, estudantes de vários cursos se uniram ao movimento. Alguns passavam e deixavam sua mensagem de solidariedade aos estudantes acampados.

À noite foi realizado um CEB (Conselho de Entidades de Base) no prédio da reitoria. Nesse CEB iria ser discutida a possibilidade de continuidade da ocupação.

A avaliação foi de que seria complicado manter a ocupação durante o fim de semana porque haveria um esvaziamento e não haveria estrutura suficiente. Os estudantes avaliaram também que agora era o momento de fazer um recuo estratégico para na segunda-feira, quando ocorrer a reunião com a reitoria, os estudantes façam uma nova pressão garantido as pautas do movimento estudantil.

Algumas posições avaliaram que a ocupação deveria continuar mas a grande maioria dos centros acadêmicos votou pelo recuo nesse momento, para que na semana que vem o movimento pudesse voltar mais fortalecido e organizado, para novas ações em defesa da universidade.

Na semana que vem haverá uma reunião com os técnicos para que possamos unir as categorias da universidade em defesa das reivindicações. Na segunda também haverá a reunião com a reitoria e o movimento estudantil unificado pressionará para garantir as pautas do ME.

A ocupação da reitoria foi um momento histórico na universidade. Vários estudantes criaram consciência da necessidade de estarem unidos e organizados em defesa dos seus diretos e mais do que nunca, essa ocupação modificou a história do curso de Engenharia Elétrica que agora está mais unido e preparado para a luta dentro do curso e da universidade.

Os próximos passos devem ser dados. Na semana que vem a pressão à administração superior continua. Vamos aglutinar mais cursos para essa luta, compor um movimento com técnicos e professores e assim, garantir melhorias para toda a universidade. A luta em defesa da educação continua!

FONTE: Frente de Luta dos CAs

CARTA ABERTA AOS ESTUDANTES DA UFMT

É necessário se colocar em movimento na Defesa da Universidade Pública:
Não é novidade para nenhum estudante que a universidade pública vive uma situação complicada, pois as consequências do REUNI já são sentidas no dia-a-dia de cada um. Com esse decreto, o número de estudantes nas universidades aumentarão 100 % até 2012, porém ao mesmo tempo não terá um aumento proporcional de professores e estrutura. O RU está com filas cada vez maiores em tempo de funcionamento e a Casa do Estudante no Campus ainda não saiu do papel, mesmo com o aumento do número de estudantes de outros estados devido ao NOVO ENEM.
A situação complicou ainda mais com algumas medidas tomadas pela presidente Dilma, como o corte no orçamento de 50 bilhões para as áreas sociais, sendo parte deles 3 bilhões para a educação. Somado a isso o arrocho salarial que a Presidente pretende fazer aos servidores públicos federais que na sua grande maioria se encontra com salários defasados.
Toda essa situação está gerando várias mobilizações para garantir o direito de uma universidade pública e de qualidade por parte dos estudantes, técnicos administrativos e professores. Assim, os técnicos se encontram em greve e se colocam em movimento em diversas localidades. Os estudantes em várias universidades do país, como na UFF, UFSM, UFPA, UEM, UFPR,UFAL, UFSC, UFRB ocuparam suas reitorias ou construíram uma greve estudantil, assim como os estudantes de Medicina da UFMT que fizeram uma Greve de 60 dias contra as consequências do REUNI e pela construção do Novo Hospital Universitário.
Esses colegas nos mostraram que não podemos ficar parados, pois as condições das universidades públicas são semelhantes em todo o país.É preciso urgentemente que o DCE da UFMT assuma o papel de entidade combativa e de luta e que não deixe o bonde da história passar. O Diretório Central dos Estudantes da UFMT só chamou a discussão da greve dos professores ocorrida nas últimas semanas, devido a pressão provocada pelos Centros Acadêmicos. Dessa forma, atrasou o debate e a organização dos estudantes, mesmo com o indicativo de greve docente deliberado a meses. Perdeu, assim, o momento oportuno para a unificação de greve entre as três categorias presentes na Universidade, tendo em vista que os técnicos estão paralisados a meses com RU e Biblioteca não funcionando, criando as condições para unificar estudantes, professores e técnicos.
Não ficamos paralisados somente na crítica e divergências com a atual direção do DCE da UFMT, viemos a público chamar a unidade e propor uma série de ações para que nossa entidade geral se coloque em movimento na defesa dos direitos dos estudantes e pela universidade pública. Assim, a frente de luta dos Centros Acadêmicos, que recentemente esteve nas ruas defendendo e organizando os estudantes em defesa do Passe-Livre e da SANECAP, propoem:
*Criar um calendário de lutas e mobilizações e chamar a unidade com os técnicos e professores em defesa da universidade pública.
*Que o próximo dia 15/09 seja um dia de luta e paralisação em defesa da Universidade pública, com manifestação unificada entre as 3 categorias se dirigindo à Reitoria da UFMT.
*Que sejam construídas as pautas de reivindicações para iniciar um diálogo de negociação com a reitoria, com as seguintes necessidades:
- pela contratação de professores efetivos;
- pelo término das construções conquistadas com a greve do ICHS, como a da casa do estudante, ampliação do RU, o espaço de vivência no ICHS, cantina e Banheiros;
- pela garantia das Cantinas e Xérox para o movimento estudantil;
- pela construção do Novo Hospital universitário;
- pelo termino das obras do hospital veterinário;
- Pela garantia das aulas de campo;
pela ampliação da assistência estudantil (Ampliação do numero de bolsas e pelo reajuste de seus valores);
- pela contratação de mais técnicos;
- pela construção da creche universitária;
- pela construção do espaço de vivência da UFMT;
- pela reforma imediata dos espaços esportivos da UFMT (quadras externas);
- pela ampliação da Biblioteca Central e aquisição de mais livros;
- por mais laboratórios e com equipamentos modernos;
- pela ampliação dos campos de estágios.
*Sabemos que grande parte das pautas já foram prometidas pela administração superior através da greve dos estudantes do ano passado e por meio de outras mobilizações.Contudo, a administração superior está atropelando essas consquistas e retirando os nossos direitos.
*Que a partir da primeira semana de volta as aulas os centros acadêmicos se compromentam a realizarem assembléias nos cursos para assim ampliar as pautas de reivindicações e criar condições de mobilização com o conjunto dos estudantes.
*Que a gestão do DCE realize CEBs e Assembleias nesse periodo de mobilizações e que sejam intensificadas essas ações para garantir a participação democrática do conjunto dos estudantes.
Temos a certeza que com essa contribuição e de outras que virão dos demais estudantes no CEB do dia 09/09 poderemos recuperar o tempo perdido e nos inserirmos enquanto estudantes no lugar onde nós nunca deveríamos ter saído, que é no centro das mobilizações em defesa da universidade pública. Vamos juntos fortalecer a resistência .
Saudações de luta e Conte conosco nessa Batalha!

Entidades estudantis, movimentos sociais, associações de moradores e sindicatos acamparam na Câmara Municipal contra a privatização da SANECAP nesta quarta (26).

Durante toda a semana correu na imprensa que o prefeito iria novamente votar o projeto de privatização da empresa. Assim, surgiu a proposta de fazer um acampamento na Câmara para mostrar a prefeitura o quanto a população está organizada contra a privatização.

Na mesma semana a prefeitura soltou vários materiais nas escolas e nas ruas da capital em uma campanha pela privatização. Mesmo assim, a população não engoliu essa jogada da prefeitura. De acordo com a KGM Pesquisas, 70% da população é contrária a privatização.

O acampamento conseguiu uma grande vitória. A sessão na Câmara que votaria o projeto de privatização foi cancelada. Porém, a luta não acabou. O projeto pode ser colocado em pauta e novas mobilizações deverão acontecer na semana que vem.

Seminário discute Água e Passe Livre

O Seminário organizado pela Frente de Luta dos Centros Acadêmicos foi realizado na universidade e contou com a presença de Sandoval Vieira (coordenador do centro acadêmico de história e diretor da UNE), Eduardo Matos (INTERSINDICAL) e Jeferson Lima (SINDAGUA –  Brasília).

Nas últimas semanas aconteceram diversas manifestações que resultaram em um recuamento do prefeito e dos vereados com relação a privatização da SANECAP. As manifestações aglutinaram centenas de pessoas que foram as ruas em mais de 3 manifestações na Capital.

Diante disso, os Centros Acadêmicos entenderam a necessidade de organizar um amplo debate com trabalhadores e estudantes sobre a privatização da SANECAP e o passe livre.

A frente de luta dos Centros Acadêmicos da Universidade Federal de Mato Grosso esta organizando um Seminário para debater as questões recentes que envolvem a privatização da SANECAP e o Passe Livre.
Diversas manifestações foram encampadas ao longo das últimas semanas, portanto, a frente de luta dos Centros Acadêmicos compreende a necessidade de um debate amplo e irrestrito sobre essas duas pautas que têm gerado polêmica na imprensa.
Sandoval Vieira, coordenador do Centro Acadêmico de História e Diretor da UNE, ressalta a importância do debate: “Privatização é o mesmo que concessão. O prefeito Chico Galindo tem ludibriado a população, portanto, estamos construindo esse Seminário para debater com os estudantes e os trabalhadores de que maneira os serviços privatizados afetam o modo de vida da população”.
A mesa de debate será composta por um representante do SINDAGUA (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação de Água e em Serviços de Esgoto) de Brasília/DF, um  do Fórum de Luta contra a privatização da SANECAP e um  da Frente de Luta dos Centros Acadêmicos.
Lucas Neris, coordenador do Centro Acadêmico de Engenharia Florestal e da Frente de Luta dos Centros Acadêmicos, afirma, “Estamos mobilizando as escolas públicas e as universidades para participarem do debate. Quando passamos nas salas de aula, os estudantes se mostram muito interessados”.
O Seminário será realizado no dia 18 (quinta-feira) às 19h30m no auditório do ICHS (Instituto de Ciências Humanas e Sociais) na UFMT.
Mais informações no site www.frentedelutacas.blogspot.com

A terceira manifestação em menos de 3 semanas aglutinou centenas de estudantes e trabalhadores nas ruas em defesa do PASSE LIVRE e pelo fortalecimento da SANECAP. A manifestação ocorreu no dia 11 de agosto.

Cerca de 800 estudantes e trabalhadores ocuparam as ruas e se dirigiram a Câmara para pressionar os vereadores que votaram pela privatização da SANECAP e já cogitavam uma “reestruturação” do passe livre, ou seja, retirar o direito dos estudantes.

Os vereadores, minutos antes da manifestação chegar a Câmara, em uma manobra política cancelaram a sessão.  a manifestação foi barrada na porta da Câmara Municipal de Cuiabá e outra vez a mensagem de ‘Pode Entrar a Casa é Sua’ não se fez valer na entrada do Palácio Pascal Moreira Cabral e uma fila de policiais impedia a entrada dos estudantes que gritavam “Não à privatização”.*

Logo depois, os estudantes seguiram rumo a Prefeitura onde houve o encerramento do ato. Novas atividades  em defesa da SANECAP serão feitas na próxima semana.

*Olhar Direto

No dia 02 de agosto novamente centenas de estudantes e trabalhadores foram as ruas reafirmar posição contrária a privatização da SANECAP e defender o PASSE LIVRE.

Diferente da manifestação que ocorreu no dia 27 de julho, desta vez, a prefeitura preparou a tropa de choque impedindo que os manifestantes pudessem participar da sessão que ocorria na Câmara.

O trajeto da manifestação foi rumo a Câmara que nesse dia iniciava suas atividades. A privatização havia sido barrada pela justiça, entretanto, tanto a Câmara quanto a prefeitura mesmo com parecer judicial publicaram que continuariam o processo de privatização.

Os manifestantes queimaram um boneco do prefeito Chico Galindo em frente a Câmara. Vários trabalhadores da SANECAP estavam presentes na manifestação.

 

 

Uma pesquisa realizada na semana passada mostra que a grande maioria da população cuiabana é contrária a privatização da SANECAP. Veja abaixo:

 O argumento de que o golpe foi da Prefeitura recebeu 88,7% de concordância total ou parcial dos entrevistados, e de que o golpe foi da Câmara obteve a concordância de 88,2%. Em ambos os casos, menos de 5% dos entrevistados discordaram dos argumentos, ou seja: há um consenso de reprovação da população quanto à forma da aprovação e sanção da lei.

*Fonte: KGM Pesquisas

Nesta quarta-feira (27) foi realizada uma manifestação convocada por vários sindicatos e entidades estudantis em defesa do passe livre e contra a privatização da SANECAP (Companhia de Saneamento da Capital).

Os estudantes e trabalhadores partiram rumo a prefeitura falando palavras de ordem. Na prefeitura foram recebidos com tiros de borracha e gás de pimenta da polícia.

Trabalhadores, estudantes e sindicalistas estavam organizados em frente a prefeitura e a polícia agiu de maneira equivocada, atingindo os manifestantes com balas e gás, sendo que a manifestação apenas exigia que o prefeito recebesse os manifestantes.

Apesar das agressões da PM (Polícia Militar) a manifestação atingiu seu objetivo pressionando politicamente a prefeitura – que tentando apaziguar a situação – foi a imprensa (nos telejornais e programas de auditório) numa tentativa frustada de enganar a população.

As mobilizações continuarão. Os setores estão organizados para uma próxima manifestação que acontecerá na semana que vem. Confira algumas fotos do ato:

Estudantes e trabalhadores estão se organizando há algumas semanas para defender o passe livre e a SANECAP. Na UFMT diversos centros acadêmicos organizaram uma Frente de Luta em Defesa do Passe Livre e da SANECAP (Veja o blog). Foi organizado também um Fórum em Defesa da SANECAP em que vários sindicatos e associações de moradores discutem ações em defesa dessas pautas.

A partir de várias discussões nesses espaços, essas entidades estão convocando toda a população cuiabana para uma manifestação no dia 27/07 as 8h na Praça Ipiranga (centro Cuiabá).

HISTÓRICO: A tentativa de privatização da SANECAP e restrição do passe livre não é recente. Há anos a prefeitura tenta tirar esses direitos dos trabalhadores, entretanto, o movimento estudantil organizado tem barrado as diversas tentativas dos prefeitos de retirar o passe livre. A tentativa privatização também não é recente. O MRS  encabeçou – há alguns anos – uma campanha contra a privatização da SANECAP (Água não é privada!).

Na noite desta terça-feira (19/07) vários Centros Acadêmicos da UFMT se reuniram na sede do Centro Acadêmico de Letras para organizar uma frente de luta contra os ataques da prefeitura e dar início a uma série de atividades encabeçadas pelas entidades estudantis.

Na semana passada foi sancionada uma lei que privatiza a SANECAP. No mesmo dia que a lei foi aprovada, o prefeito em exercício Julio Pinheiro, disse que o passe livre também seria modificado.

Tendo em vista os vários ataques da prefeitura, o Movimento Estudantil se reuniu para começar uma Frente de Luta contra todos os ataques que retiram o direito dos estudantes e trabalhadores. Mais de 10 centros acadêmicos participaram da primeira reunião. Outros CAs de universidades particulares também participarão da Frente.

O Diretório Central dos Estudantes da UFMT não se posicionou sobre essas pautas e não convocou nenhuma discussão. Os partidos que votaram a favor da privatização são os mesmos partidos que hoje dirigem a entidade. Portanto, os CAs se uniram para organizar uma frente que irá fazer de fato uma luta em defesa dos direitos dos trabalhadores.

A próxima reunião da Frente de Luta dos Centros Acadêmicos em Defesa do Passe Livre e da SANECAP ocorre na quinta (21/07) na sede do Centro Acadêmico de História  as 18h.

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